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Dos E-tickets à MagicBand: como a entrada no Walt Disney World evoluiu de verdade

3 min de leituraPor ParksLog
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Dos E-tickets à MagicBand: como a entrada no Walt Disney World evoluiu de verdade

Se vocês já ouviram alguém chamar uma atração empolgante de "experiência E-ticket", essa expressão não é só força de expressão: ela vem de um sistema real de ingressos que a Disney usou até 1982, e é o ponto de partida de uma história bem mais longa sobre como a entrada nos parques mudou.

Os anos dos livretos de ingressos

Quando o Magic Kingdom abriu, em 1971, a entrada geral no parque não incluía as atrações. Os visitantes compravam um livreto de ingressos de papel, e cada atração exigia destacar um ingresso específico, classificado por letra: ingressos A para as atrações mais simples, como os veículos da Main Street, até ingressos E para as atrações mais elaboradas da época, como a Jungle Cruise ou a 20,000 Leagues Under the Sea. Querer ir duas vezes numa atração E-ticket? Precisava de dois ingressos E, e um livreto vinha só com uma quantidade limitada.

A mudança para a entrada ilimitada

Esse sistema começou a ser deixado de lado em 1981. Em 20 de junho de 1981, a Disneyland passou a oferecer a escolha entre um livreto de ingressos ou um Passport com tudo incluído e uso ilimitado das atrações, e, em junho de 1982, o Passport já tinha substituído os livretos tanto na Disneyland quanto no Magic Kingdom, segundo o D23, o fã-clube oficial da Disney. Esse modelo de preço único é o antepassado direto do ingresso único que todos os parques usam hoje. Quando a entrada deixou de ser cobrada por atração, toda a ideia de uma "E-ticket ride" virou uma expressão nostálgica, e não algo para o qual era preciso reservar dinheiro.

Do papel ao plástico e ao pulso

Os ingressos de papel e cartão continuaram por décadas depois disso, praticamente iguais no conceito, mesmo com a tecnologia por trás se modernizando. O próximo grande salto veio em 2013, quando a Disney lançou a MagicBand: uma pulseira que combinava entrada no parque, chave do quarto e forma de pagamento num único dispositivo com RFID. Ela também abriu caminho para recursos que nunca tinham sido possíveis com ingressos de papel: reservar horários de atrações com antecedência, vincular reservas de restaurantes e destrancar o quarto do resort com um toque.

Por que vale conhecer essa história

Nada disso muda como vocês vão de fato entrar nos parques hoje: a forma de entrada continua evoluindo, agora principalmente pelo app, e não por uma pulseira física. Mas vale conhecer o caminho: a entrada nos parques passou de "pagar por atração, destacar um ingresso" para "um ingresso, atrações ilimitadas" e depois para "um dispositivo de pulso que faz mais seis coisas" em cerca de 40 anos. Cada passo resolveu um problema real de que os visitantes reclamavam na época, um padrão que vale lembrar da próxima vez que um parque lançar uma novidade no sistema de entrada: geralmente ela está atrás de uma reclamação específica, e não de inovação por si só.

Para terminar

Da próxima vez que encostarem uma pulseira ou escanearem o celular para entrar num parque, vocês estarão fazendo em meio segundo o que antes exigia carregar um livreto de papel e racionar em quais atrações dava para ir duas vezes.

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